Montenegro processa Chega e pede retirada urgente de cartazes que o associam a Sócrates

O líder do PSD, Luís Montenegro, moveu uma ação judicial contra o partido Chega, exigindo a retirada imediata de todos os cartazes de campanha que o associam ao ex-primeiro-ministro José Sócrates. A ação, apresentada esta segunda-feira (24), alega que o Chega está a promover uma campanha difamatória e falsa, com o objetivo de prejudicar a imagem do líder social-democrata.
Os cartazes em questão, espalhados por várias cidades portuguesas, incluem imagens de Montenegro e Sócrates lado a lado, com mensagens que sugerem uma ligação política entre os dois. Montenegro classificou a iniciativa como “uma manipulação grosseira e um ataque à verdade”, sublinhando que nunca teve qualquer proximidade com o antigo governante do PS, atualmente envolvido em processos judiciais.
O pedido de medida cautelar requer que os materiais sejam retirados no prazo de 24 horas, sob pena de multa por desrespeito à decisão judicial. O tribunal ainda não se pronunciou sobre o caso, mas fontes próximas ao processo indicam que a decisão pode sair ainda nesta terça-feira (25).
Reação do Chega
André Ventura, líder do Chega, defendeu a campanha, afirmando que os cartazes “apenas evidenciam a conivência do PSD com o sistema corrupto” que, segundo ele, Sócrates representa. Ventura negou qualquer má-fé e disse que o partido está preparado para contestar judicialmente a ação.
Impacto na campanha eleitoral
A polêmica surge em plena campanha para as eleições legislativas, marcadas por um clima de tensão entre os partidos. Analistas políticos avaliam que a estratégia do Chega busca capitalizar o desgaste do PS e do PSD junto ao eleitorado, associando ambos a escândalos do passado.
Se o tribunal acatar o pedido de Montenegro, o Chega poderá ser obrigado a retirar centenas de cartazes, além de arcar com possíveis custos judiciais. Por outro lado, caso a ação seja rejeitada, a controvérsia tende a ganhar ainda mais destaque nos dias finais da campanha.
Próximos passos
Enquanto aguarda a decisão judicial, Montenegro prometeu “não baixar os braços contra fake news” e reforçou que continuará a processar quem difamar sua trajetória política. O caso pode se tornar um precedente para limites na propaganda eleitoral agressiva em Portugal.
Atualizações a seguir conforme o tribunal se pronuncie.