De Canhoba ao mundo: Maria Nazareth Dória afirma um percurso dedicado à literatura
Maria Nazareth Dória
Escritora e jornalista brasileira conta com 26 livros publicados em português, obras traduzidas para três línguas e participação em academias e antologias no Brasil e no estrangeiro.
A obra de Maria Nazareth Dória ultrapassou as fronteiras de Sergipe, no nordeste do Brasil, e conquistou espaço em publicações e instituições culturais de diferentes países. Natural de Canhoba, a escritora, jornalista e comendadora desenvolve um percurso marcado pela criação literária, pela participação em antologias e pelo reconhecimento de entidades ligadas às letras, às artes e à imprensa.
Com 26 livros publicados em português, a autora conta também com cinco obras traduzidas para espanhol, duas para inglês e uma para francês. A circulação da sua escrita noutras línguas alarga o alcance da produção literária e aproxima-a de leitores de diferentes países.
A ligação à terra natal mantém-se como parte importante deste percurso. Maria Nazareth recebeu a mais importante comenda de Canhoba e integra a galeria dos filhos ilustres do município, uma distinção que reconhece o seu contributo cultural e preserva a relação com as suas raízes.
Participação em antologias e academias
Além dos livros de autoria própria, Maria Nazareth é coautora de diversas antologias brasileiras e internacionais, com publicações em italiano, francês, espanhol, inglês e romeno. Esta participação acompanha a sua presença em organizações que congregam escritores, artistas e profissionais da comunicação.
A 17 de junho, tomou posse na Academia de Letras e Artes de Laranjeiras (ALLA), numa cidade considerada o berço cultural de Sergipe. Tornou-se a primeira mulher a integrar a instituição na qualidade de académica correspondente.
A escritora integra igualmente a Academia de Letras e Artes Luso-Suíça (ALALS) e é membro fundador da Academia de Letras e Artes do Rio de Janeiro (ALARJ). O seu percurso institucional inclui ainda o Nucleo Accademico Italiano di Scienze, Lettere e Arti (NAISLA), a Associação das Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB) e a Rede Sem Fronteiras.
A Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes (FEBLACA) atribuiu-lhe o título de doutora honoris causa em Literatura, em reconhecimento da sua atuação nesta área.
Literatura e imprensa cultural
A atividade de Maria Nazareth estende-se à colaboração com publicações periódicas. É colunista da revista Autorretratos, que lhe atribuiu, em 2025, o troféu de melhor contista do ano. A distinção evidencia a sua dedicação ao conto, uma das vertentes da sua produção literária.
Como colunista da revista internacional Panorama Cultural, mantém também uma participação regular na imprensa cultural. Exerce ainda funções como conselheira efetiva da Associação Paulista de Imprensa (API), reforçando a ligação entre o trabalho jornalístico e a atividade literária.
Entre as condecorações referidas na sua biografia encontra-se a Medalha Cinquentenária da Associação Brasileira das Forças Internacionais de Paz (ABFIP). Vencedora de concursos literários, a autora reúne dezenas de prémios e títulos recebidos ao longo da carreira.

Entre livros, traduções, colunas e participação em academias, Maria Nazareth Dória tem construído um percurso que liga a sua origem sergipana a diferentes espaços de criação e circulação literária. A produção individual alia-se à colaboração em projetos coletivos, numa atividade que encontra expressão em instituições brasileiras e internacionais.
Para acompanhar o trabalho da escritora, consulte o seu perfil no Instagram: @maria_nazareth_doria.
